"Compre agora, pague depois" e o abandono de carrinhos de compras feitas por dispositivos móveis

"Compre agora, pague depois" e o abandono de carrinhos de compras feitas por dispositivos móveis

Neste ano, a Ebit espera crescimento de 41% nas compras por meio de smartphones e tablets, elevando a participação dos dispositivos móveis a 32% das transações online. Em 2016, as vendas via feitas nessa categoria concentraram 21,5% das transações, ante 12% em 2015.

 

Com o nítido avanço das compras via mobile no Brasil, paralelamente à contínua entrada de novos consumidores no comércio eletrônico nacional, lojistas virtuais cada vez mais se perguntam como podem reduzir a fila de carrinhos esquecidos pelos usuários. O abandono da cesta de compras continua a ser um problema grande para varejistas online, sobretudo se considerarmos o caráter espontâneo das compras móveis.

 

Na maioria das situações, o consumidor abandona o carrinho por dois motivos principais: a necessidade de inserir dados sensíveis ou por que o processo de compra é muito longo. Em ambos os casos, a opção “compre agora, pague depois” pode ajudar os varejistas a aumentarem a taxa de conversão, pavimentando a ponte entre esses consumidores e os lojistas.

 

É fundamental que haja a exposição clara do “compre agora, pague depois” nas páginas dos produtos ou o mais cedo possível no checkout. Para os consumidores móveis que fazem compras de forma rápida e impulsiva, esse pode ser um diferencial sedutor a este público.

 

Quando o internauta vê em seu dispositivo móvel a opção de pagamento após a entrega, há um impacto imediato. Já o empreendedor digital fica resguardando de um eventual calote por parte do comprador, uma vez que o risco é assumido pelas empresas que oferecem crédito online pós-pago.

 

Se for um processo ágil e confiável, a experiência de comprar por dispositivos móveis e pagar apenas após o recebimento da encomenda se torna atrativa ao consumidor, que ganha ainda mais flexibilidade para pagar. Dentro desse cenário, a diversificação do leque de opções de pagamento pode gerar uma grande conveniência aos webshoppers, desde que os serviços sejam transparentes e de fácil entendimento.

Por Ricardo Laureano Siqueira, fundador e CEO da KOIN.

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