Otimize os fluxos de meio de pagamento e vença em 2016

Otimize os fluxos de meio de pagamento e vença em 2016

Com tantas incertezas políticas, crise econômica e crescimento do desemprego, aumentar o resultado no final do ano é um desafio. Para saber se sua loja virtual está realmente crescendo, a conta que deve ser feita é: a divisão do crescimento do seu e-commerce pelo crescimento geral do e-commerce. Assim, você saberá se está criando valor, de fato, ou apenas indo na onda. E para gerar valor de fato neste ano desafiador, você terá que lidar com os seguintes temas: taxa de conversão, gestão de recebíveis, alta taxa de captação de recursos, desconto com fornecedores e equipe enxuta.

 

O primeiro grande passo é pensar no funil de vendas do site, detalhadamente, e em como o meio de pagamento pode influenciar no resultado.

 

Conversão

Depois de ter investido em marketing nos diferentes canais para trazer mais visitas, investido na usabilidade do site e em uma plataforma de qualidade, está na hora de finalizar o pagamento – e, para isso, você precisa, necessariamente, de um meio de pagamento de alta conversão. O que é conversão, afinal? A conversão de meios de pagamento é: [todos os carrinhos aprovados] sobre [todos os carrinhos criados]. Nesta altura do ano, nem negocie com um meio de pagamento com taxa de conversão menor do que 80% (pode variar conforme segmento). A conversão do meio de pagamento está associada a alguns fatores, como transparência da informação até o banco emissor, checkout transparente, retentativa inteligente e one-click-buy. Para isso, as melhores soluções no mercado são gateways de pagamento, adquirentes e plataformas de serviços de pagamentos (PSP).

 

Otimização do custo financeiro

É verdade que a aceitação do cartão de crédito está crescendo cada vez mais no e-commerce e já é a forma de pagamento mais utilizada pelo mercado de compras virtuais. Em uma compra à vista no cartão de crédito, o padrão é a loja receber após 30 dias a compra – e, caso seja parcelada, o e-commerce receberá de maneira parcelada também. Também é verdade que os lojistas precisam antecipar valores para saídas de caixa cotidianas e aproveitar descontos de fornecedores. No entanto, mesmo que o custo de antecipação de recebíveis possa ser a forma mais “barata” de captar recursos, deve-se ter muita atenção em como essa taxa influencia no custo financeiro.

 

Imagine uma transação de R$600, dividida em 6x. Por padrão, o recebimento de cada parcela é em D+30, D+60 e assim por diante. Para antecipar essas parcelas, é cobrada a taxa de antecipação, e o cálculo é feito no modelo de juro simples. Então, considerando uma taxa de 2% ao mês de antecipação, o custo para antecipar em 1 mês a primeira parcela é de 2%, e o custo para antecipar a última parcela em 5 meses é de 10%. Assim, o custo de antecipar as primeiras parcelas é menor do que antecipar as últimas parcelas. O custo de antecipação de cada parcela compõe o custo de antecipação final da transação. Entender esse conceito e saber exatamente qual parcela está sendo antecipada é muito importante na escolha do modelo de antecipação adotado.

 

O grande segredo de ter um custo financeiro de antecipações otimizado é ter um fluxo de caixa previsível. Com compras à vista em débito, transferência, etc, não há grandes complicações, mas quando se começa a ter altos volumes de compras no crédito a 3x, 8x, 10x, a gestão desses recebíveis se torna uma dor de cabeça. Para evitá-la, veja o que você precisa:

 

1. Ter plena visualização da agenda de recebíveis. Antes de começar a otimizar o fluxo financeiro, é preciso entender onde estão os altos e baixos de caixa no decorrer da semana. O ideal é puxar agenda de recebíveis dos meios de pagamento, seja por API ou xls, para montar o sistema próprio de recebíveis da loja. Apenas assim será possível entender a necessidade de cada semana/mês. O que se espera deste relatório é algo parecido com o gráfico abaixo.

 

2. Entender onde estão os altos e baixos de caixa de cada período e escolher o modelo de antecipação que mais se adeque ao seu negócio. Com a visualização dos recebíveis, você enxergará exatamente onde há necessidade de caixa. No geral, as grandes necessidades de caixa podem aparecer a curto prazo, longo prazo ou de forma distribuída.

 

3. Antecipar somente o necessário. É comum, em adquirentes, escolher antecipar as parcelas do começo ou do final. No entanto, essa não é a maneira mais eficiente de otimizar o fluxo financeiro. Se você antecipar as parcelas do final, arcará com um maior custo financeiro. Caso opte por antecipar todas as parcelas do início, o custo financeiro será minimizado, a princípio. No entanto, você cairá em um ciclo vicioso de antecipação, pois dependerá todo mês de antecipar as próximas parcelas. Em um subadquirente/intermediário, a flexibilidade é ainda menor – muitos deles tornam a antecipação compulsória para D+X dias.

 

O modelo de antecipação ideal é aquele que atende a necessidade do lojista. As plataformas de serviços de pagamento (PSP) oferecem a flexibilidade de escolher exatamente as parcelas que você deseja antecipar – assim, é possível otimizar os custos financeiros de acordo com o fluxo de recebíveis da loja, sem prejudicar as entradas e saídas de caixa.

 

Nos exemplos anteriores, a otimização está em antecipar as “sobras de caixa” do final, começo e distribuído, respectivamente.

4. Automatização do processo de conciliação: uma dor de cabeça para a equipe financeira sempre foi a conciliação dos meios de pagamento com a conta bancária – quando se fala em antecipação, a conciliação se torna quase impossível. Com um meio de pagamento tecnológico, essa questão também é resolvida, pois se sabe exatamente o custo, inclusive de antecipação, de cada parcela. Com uma integração do meio de pagamento com o sistema próprio da loja e até com o ERP, a equipe financeira ficará livre para exercer tarefas de maior valor.

 

Para vencer o desafiador ano de 2016, otimizar os fluxos de meio de pagamento talvez seja a saída mais eficaz. Não somente escolher um meio de pagamento que aumente a conversão de vendas, mas um que seja parceiro a ponto de flexibilizar as antecipações de acordo com a necessidade da loja, otimizando também o tempo da equipe.

 

A otimização está em entender o fluxo de recebíveis e cruzar com as saídas de caixa, identificar as necessidades de caixa e antecipar de forma inteligente. Dessa forma, o custo financeiro é reduzido entre 30% e 60%, e o CEO, CFO e sua equipe podem se preocupar com tarefas que agregam mais valor, como tornar o fluxo de recebíveis tão previsível que apenas necessitem para aproveitar descontos maiores com fornecedores.

 

Caso queira saber mais qual é o melhor modelo de otimização para sua loja online, entre em contato: thiago.arnese@pagar.me

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