Vídeo e E-mail Marketing: um promissor território a ser explorado

Vídeo e E-mail Marketing: um promissor território a ser explorado

O Maior ROI da internet

Que o email marketing é a mídia com o maior ROI na Internet, ninguém discute. Assim como ninguém discute que uma imagem, ou no caso um vídeo, vale mais do que mil palavras.

 

Mas, então, por que o vídeo no email marketing ainda não decolou? Especialmente após o HTML 5incorporar o streaming de vídeo como uma das suas principais inovações?

 

Vou elencar alguns motivos e, depois, emitir minha opinião sobre qual é a principal razão:

 


Compatibilidade

Infelizmente, apesar do HTML contemplar vídeo, poucos programas de e-mail e/ou webmails são totalmente compatíveis. Que eu saiba, os dispositivos e programas da Apple (Iphone, Apple Mail) reproduzem vídeo no e-mail. O Thunderbird, também, seja rodando em Windows ou Mac.

 

Mas os webmails do Gmail e Yahoo não tocam vídeo. O Outlook.com exige um clique com o botão direito. E, o programa (ainda) mais utilizado para e-mail, Outlook, não aceita nem GIF animado em várias de suas edições mais recentes.

 

Para contornar esse campo minado da compatibilidade, existe a possibilidade de se criar um código HTML para a newsletter que contemple diferentes formatos de conteúdo do vídeo, ou seja: o vídeo “full”, uma versão GIF animado do vídeo e um frame estático para ser clicado e que abre o vídeo numa janela do navegador do destinatário.


Produção

Hoje em dia, apesar de assistirmos a vários vídeos de produção caseira – e até gostarmos de vários deles – ao se usar vídeo para uma marca, é fundamental que exista todo um cuidado na sua produção, mesmo que seja para produzir um vídeo com jeito caseiro. Ou a marca pode ser seriamente afetada e exposta ao ridículo.

 

Logo, uma campanha de e-mail marketing que sempre se vangloria de ter um custo relativamente baixo, começa a exigir um orçamento maior. Especialmente nos casos em que os anunciantes não costumam produzir vídeos para outras plataformas como TV ou site, por exemplo.


Domínio da linguagem

Fazer vídeo para e-mail marketing não é fazer vídeo para televisão. Ou para o site. Não creio que existam muitas pessoas ou produtoras com coragem suficiente para levantar a bandeira de especialistas em vídeo em e-mail marketing.

 

E que entreguem de fato o que prometem. Nem os próprios consumidores estão habituados a assistirem vídeo no e-mail. Logo, os anunciantes não sabem a quem recorrer para lhes ajudar a produzir suas campanhas.


Conclusão

Apesar dos itens apontados acima, o principal motivo, em minha opinião, é a falta de ousadia. Falta de iniciativa. De uma maneira geral, os players de um mesmo segmento de mercado, vivem uma rotina de clonagem em marketing. Observam e copiam os movimentos de seus concorrentes. E os concorrentes fazem o mesmo.

 

Um bom exemplo disso, em se tratando de e-mail marketing, é que as newsletters de concorrentes de um mesmo segmento são praticamente idênticas, basta trocarmos o logotipo de uma empresa pela outra.


As empresas do mesmo segmento sempre copiam umas das outras pois parece seguro fazer isso, mas a médio prazo não é.

Portanto, inove!


Quando uma empresa inova, ousa em marketing, ela toma uma decisão de risco. Mas, se tiver sucesso, isso é recompensador. Veja os cases da Heineken, no disputadíssimo mercado de cervejas. Ou da Tecnisa, que está sempre buscando inovar e vendeu imóveis até pelo Twitter.

 

No caso de e-mail marketing com vídeo, os riscos são muito menores, dadas as dimensões de custo e impacto para o negócio. Mas os resultados igualmente compensadores. É um território praticamente virgem, clamando para que alguém finque sua bandeira e comece a explorá-lo.

 

Pra mim, vídeo no e-mail pode ser o responsável por um grande salto no e-mail marketing em termos de renovação e incremento de resultados. E, mesmo que a incompatibilidade com diversas plataformas ainda seja um empecilho, quanto mais empresas passarem a fazer e-mail marketing com vídeo, mais os desenvolvedores dos softwares de e-mail e os provedores vão tornar seus programas e webmails totalmente compatíveis com o HTML 5 e, assim, com o streaming de vídeo no e-mail, por uma demanda dos próprios usuários.

 

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